Saúde Pública em Sorocaba tem um começo ruim em 2014 Imprimir E-mail
E lá se vai o primeiro mês de 2014 reforçando a certeza de que o tempo não só não para como corre por demais. E é no final deste janeiro de calor intenso, que retomamos nossas intervenções aqui no Jornal da Zona Norte. 
Não é demais, portanto, para começar, renovar os votos de um feliz ano novo com plenas e muitas realizações. Paz, harmonia e saúde.
 
E por falar em saúde, o noticiário local dá conta de que ela não anda nada bem. A saúde pública, evidentemente. 
O ano de 2013 terminou com a expectativa de que os problemas do setor em Sorocaba iriam  ser solucionados ou, pelo menos, que os efeitos colaterais danosos à população desse quadro desastroso fossem diminuir. Ao contrário; as coisas pioraram.
 
De cara, decretou o governo municipal a intervenção na Santa Casa, assumindo sua gestão. E, para dar conta da demanda, injetou mais R$ 55 milhões, criou cargos e anunciou que o atendimento na unidade se dará exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
Tão logo li a notícia, lembrei-me do que disse o ministro do Tribunal de Contas da União, Jorge Hage.
 
Com propriedade, assinalou ele que quanto maiores os recursos financeiros aplicados na saúde, maiores serão os problemas. 
É o que acontece no caso da nossa Santa Casa. Não fiz a conta, mas alguém com certeza, sabe precisar o montante de dinheiro aportado para socorrer a instituição nos últimos anos.
 
Salvo engano, daria para construir e equipar um hospital próprio do Município. Gestores de administrações passadas disseram que seria inviável 
levar adiante o empreendimento e insistiram no modelo de pagar a terceiros para executar o serviço público. 
Terceirizar não é a palavra que os governos gostam de usar para se referirem ao procedimento. Preferem “contratualizar”, “parceria” e outros termos menos antipáticos do ponto de vista político.
 
O fato é que a situação do jeito que está aponta para um desfecho preocupante. 
Ninguém mencionou até agora, por exemplo, como ficam os conveniados do plano mantido pela instituição. 
São cerca de 30 mil pessoas que pagaram para ser atendidas e que, por enquanto, sabem que todos os esforços serão feitos para que não sofram prejuízos.
 
A pergunta que não quer calar: por que a Agência Nacional de Saúde (ANS), que fiscaliza isso tudo, não foi acionada, ou não se manifestou até agora? 
Outra questão igualmente relevante: como fica a situação dos trabalhadores do hospital? Tudo isso e muito mais precisa ser esclarecido.
 
Vamos esperar que 2014 seja, de fato, um ano vocacionado à saúde pública. E que todos, indistintamente, tenham assegurado o direito de ser atendidos com a qualidade que deve caracterizar o serviço público.
 
Fique atento. 
 
Exerça os seus direitos!
 
Até a próxima edição.

         Ronaldo Borges

Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


 

 

Curta nossa Fan Page

Nosso Endereço


Newsflash

A 9ª Câmara do TRT da 15ª Região manteve na íntegra a sentença da 12ª Vara do Trabalho de Campinas que condenou uma emissora de televisão a pagar R$ 32 mil de indenização por danos morais a empregada. O relator do acórdão, o juiz convocado Fábio Allegretti Cooper, conheceu o recurso da empresa e o recurso adesivo da empregada, mas não lhes deu provimento...... leia mais!

Responsabilidade Social
seloabrinq.jpg selomariaclaro.jpg logorotary.jpg