Muito cacique para pouco índio Imprimir E-mail
Excesso de médicos em cargos de chefia na rede pública de saúde de Sorocaba é apontado como uma das causas dos problemas do setor.
 
Não sou especialista em gestão, mas as recentes notícias veiculadas pela imprensa local sobre o caos estabelecido na saúde em Sorocaba por conta, também, do número excessivo de médicos lotados em cargos de chefia dentro da administração municipal, escancara umasituação que só poderia resultar no que resultou.
 
Denunciou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara para apurar irregularidades dentro do setor, que ao menos 50 profissionais exerceriam funções de coordenação, direção e ocupariam postos graduados.
 
Esse contingente, portanto, não presta atendimento à população. Acontece que o total de médicos encarregados de dar conta da demanda é insuficiente, até porque a cidade cresceu e tem hoje um perfil diferenciado. O resultado da equação menor número de médicos x muita gente à espera de assistência na rede pública atende pelo nome de catástrofe.
 
É o que temos assistido nos últimos meses. Acrescente-se a isso o que foi dito no encontro realizado no Legislativo por um vereador da oposição, (“temos muito cacique para pouco índio”) e encontraremos parte da causa do problema. Causa; não solução. Sim, porque o gargalo exige mais do que o possível remanejamento de pessoal para exercer a função a que se habilitou.
 
Essa providência também se faz necessária, mas é, sobretudo, vital que o governo reavalie os procedimentos de gestão de recursos humanos que pratica e centre esforços em reorganizar quadros, aproveitar o potencial já existente e otimizar políticas mais eficazes de controle e combate à morosidade no atendimento dentro das unidades.
 
Todas as sugestões aqui colocadas já foram exaustivamente debatidas e encaminhadas aos setores competentes. O tecnicismo todo, porém, não resolve a penúria daqueles que mais precisam.
 
Existe, infelizmente, muita gente precisando de respostas mais eficazes e imediatas. O usuário que tem direito ao acesso à saúde para se tratar não quer saber se terá de se deslocar à unidade “x”, ou “z”. Não pode esperar que “disponibilidade orçamentária” resolva o impasse. A questão vai mais além. Envolve risco de morte.
 
Quem está gravemente doente e não consegue ser assistido pode, sim, morrer. 
 
Não há como dizer tal coisa de outro modo. Que o governo possa, ao menos, começar a reverter esse circo de horrores que se instalou na saúde pública em Sorocaba. E que olhe com olhos mais fraternos e socialmente justos para quem precisa.

Denuncie, exerça os seus direitos!
 
Até a próxima edição.

         Ronaldo Borges

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